Carlos Alcaraz confirmou que estará no US Open e vai voltar ao circuito após mais de quatro meses fora por lesão no punho.
A notícia animou Andy Roddick, ex-número 1 do mundo e campeão do torneio em 2003, que disse ter ficado positivamente surpreso com o anúncio.
“Fiquei agradavelmente surpreso, minhas suspeitas estavam erradas. Estou empolgado. Ele é o cara mais eletrizante do tênis, a gente nunca sabe o que vem pela frente quando ele entra em quadra”, afirmou o americano.
Para Roddick, a liberação para competir indica segurança. Ele acredita que o espanhol pode sentir a falta de ritmo, mas que isso não muda o impacto de sua presença em Nova York.
“Se ele decidiu jogar, o risco de algo sério é praticamente nulo. Talvez as pernas pesem, talvez falte sequência. Ele pode até cair na primeira ou na segunda rodada, mas vai em frente. Isso já é ótimo para o esporte”, disse.
O campeão de 2003 ainda deixou um conselho ao bicampeão de Slam: tentar as duplas mistas durante o torneio. “Eu colocaria o Alcaraz para jogar mistas, se der. Não sei como está a preparação dele ou as prioridades nos treinos, mas seria uma maneira de ganhar quadra e aumentar a conexão com o público”, sugeriu.
Na avaliação de Roddick, a semana que antecede o US Open deve reunir grandes nomes e pode se transformar num aquecimento de luxo para o público. “Há uma boa chance de vermos Federer, Agassi, McEnroe e provavelmente Venus e Serena jogando na semana pré-US Open. E ter o Alcaraz junto nesse contexto seria uma vitória enorme, não só para o torneio, mas para os fãs”, comentou.
Ele também destacou o peso dos principais cabeças de chave para o espetáculo em Nova York. “No pior cenário, se Sinner e Alcaraz ficassem fora, seria um pesadelo. Com eles na chave, o torneio ganha outra cara”, concluiu.










