A baixa de Jannik Sinner no US Open dá a Alexander Zverev a chance mais concreta da carreira de encostar no número 1.
O alemão assume a vice-liderança na próxima segunda-feira, ultrapassa Carlos Alcaraz e passa a mirar o italiano, que seguirá líder mesmo sem jogar em Nova York.
O cenário mudou porque a diferença entre Sinner e Zverev é muito menor quando se olha apenas para 2026.
Embora Sinner ainda comande as duas listas, o alemão encurta o alcance na corrida anual, a que soma só os resultados da temporada. No ranking de 52 semanas, a distância entre eles é de 5.010 pontos. Já na corrida, o gap cai para 1.300, o que recoloca Zverev na briga direta pelo topo.
A matemática que sustenta essa aproximação passa também por Cincinnati. Sem defender a campanha de vice-campeão no Masters 1000, Sinner perde 650 pontos e ficará com 12.800 na próxima atualização.
Zverev, por sua vez, subirá a 7.790 pontos, número suficiente para desalojar Alcaraz do segundo posto do ranking.
Como novo número 2, Zverev ganha proteção no sorteio e evita os principais favoritos até uma possível final em Nova York, cenário que aumenta suas chances de somar uma grande quantidade de pontos.
Em termos práticos, se o alemão for campeão do US Open, ele assume a liderança da corrida anual. Se chegar à final, empata com Sinner nesse recorte. Em ambos os casos, a disputa pelo número 1 segue aberta nos próximos compromissos.
A movimentação também afeta o restante do pelotão. Alcaraz, que perdeu terreno ao longo do ano, aparece como o terceiro da temporada, com 3.650 pontos, e pode até ser ultrapassado por Flavio Cobolli caso o italiano alcance a final em Cincinnati.
Isso reforça a impressão de que a briga pelo topo ficará concentrada entre Sinner e Zverev no curto prazo.











