Novak Djokovic terá pela frente um caminho exigente no Masters 1000 de Roma, torneio que marca seu retorno às quadras após quase dois meses de ausência.
O sérvio, 3º cabeça de chave, não joga desde a derrota para Jack Draper nas oitavas de Indian Wells, em março, e Roma será seu primeiro — e provavelmente único — torneio no saibro antes de Roland Garros.
O hexacampeão do torneio caiu na metade inferior da chave, ao lado de Alexander Zverev (2º seed), Alex de Minaur (6º) e Lorenzo Musetti (8º) — o que significa que não enfrentará Sinner antes de uma eventual final.
A separação entre os dois era o melhor cenário possível para Djokovic, que chega sem ritmo competitivo e precisará de rodadas para reencontrar seu nível.
A incerteza sobre a condição física e as reais aspirações do sérvio em Roma é o grande ponto de interrogação do torneio. Djokovic disputou apenas dois torneios em toda a temporada de 2026 — o Australian Open, onde foi vice-campeão, e Indian Wells — somando apenas 7 partidas oficiais no ano. A lesão no ombro direito que o afastou de Miami, Monte Carlo e Madrid pode ainda limitar seu rendimento.
Nas quartas de final, o adversário projetado é Alex De Minaur ou Lorenzo Musetti — este último jogando em casa e com a motivação de defender os pontos da semifinal do ano passado. Na semifinal, Zverev seria o adversário potencial, o que colocaria o sérvio diante de um jogador que, apesar da sequência negativa contra Sinner, mantém um nível altíssimo contra todos os outros adversários.
Roma sempre foi um torneio especial para Djokovic. O sérvio tem seis títulos no Foro Itálico (2008, 2011, 2014, 2015, 2020 e 2022) e é o maior vencedor em atividade no torneio.












