Sinner está muito perto de garantir o número 1 do ranking até o fim do ano

A desistência de Carlos Alcaraz da temporada de grama — confirmada nesta terça-feira com o anúncio de que o espanhol não jogará Queen’s nem Wimbledon — praticamente sela a corrida pelo número 1 do ranking ATP em 2026. 

Jannik Sinner, que já lidera com ampla vantagem, caminha para encerrar o ano no topo pela segunda vez consecutiva.

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Sinner está atualmente com 14.750 pontos, enquanto Alcaraz soma 11.960.  O espanhol, porém, ainda perderá 2.000 pontos de Roland Garros (onde é bicampeão e não jogará) e mais 1.700 combinados de Queen’s e Wimbledon — torneios que venceu ou foi finalista em 2025. 

Após a queda desses pontos, Alcaraz ficará com aproximadamente 10.260 pontos, ampliando a diferença para mais de 4.000 — e isso sem contar eventuais pontos que Sinner pode somar em Roland Garros e Wimbledon.

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Se Sinner vencer os dois Grand Slams, a diferença pode chegar a mais de 7.000 pontos  — um abismo praticamente impossível de fechar no segundo semestre, mesmo que Alcaraz volte a tempo de jogar o US Open e o restante da temporada de quadra dura.

O cenário mais favorável para Alcaraz seria um retorno triunfante a partir de agosto, com título no Canadá ou Cincinnati, seguido do US Open — Grand Slam onde o espanhol já foi campeão. 

Mesmo assim, precisaria que Sinner tivesse uma segunda metade de temporada significativamente abaixo do que produziu até agora — algo que, dado o nível atual do italiano (36 vitórias e 2 derrotas em 2026), parece improvável.

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O terceiro colocado, Alexander Zverev, está a uma distância ainda maior: 5.705 pontos, quase um terço da pontuação de Sinner.  Na prática, a disputa pelo número 1 é exclusiva entre o italiano e o espanhol — e a lesão de Alcaraz decidiu a corrida antes mesmo de chegar à metade da temporada.

Sinner completou 72 semanas como número 1 na última segunda-feira, igualando Stefan Edberg na 11ª posição histórica. Se mantiver a liderança até o fim do ano — cenário cada vez mais provável —, terminará 2026 com mais de 100 semanas no topo e entrará definitivamente no top 10 de maiores reinados da história do ranking masculino.



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