A poucos dias de Wimbledon, Novak Djokovic gerou preocupação ao se retirar de última hora de sua partida no Giorgio Armani Tennis Classic, a exibição que disputaria nesta quarta-feira contra Karen Khachanov.
O sérvio, que usaria o evento para ganhar ritmo na grama antes do Grand Slam, saiu de cena sem explicar os motivos — e será substituído por Martin Damm Jr. no duelo com o russo.
O episódio chama atenção justamente pelo contexto. Djokovic e Khachanov vinham treinando juntos nos últimos dias na grama londrina, e a partida estava confirmada num torneio que reúne nomes como Jannik Sinner, Ben Shelton e Casper Ruud. A desistência repentina, sem justificativa oficial, naturalmente levantou dúvidas sobre a condição física do heptacampeão de Wimbledon.
Há, porém, um motivo para otimismo. O jornalista Ben Rothenberg publicou um vídeo de Djokovic treinando na manhã desta quarta — sinal de que, ao menos, ele está bem o suficiente para ir à quadra. Isso reforça a hipótese de que a saída da exibição possa ter ocorrido por uma razão alheia a lesões, sem comprometer suas aspirações no Grand Slam.
O receio existe porque o corpo virou o principal adversário de Djokovic. Depois de um início de ano promissor no Australian Open — onde venceu Sinner na semifinal e deu trabalho a Carlos Alcaraz na final —, o sérvio mal competiu: disputou apenas Indian Wells (oitavas), Roma (queda na estreia) e Roland Garros desde então.
Em Paris, com Alcaraz ausente por lesão e Sinner eliminado precocemente, o caminho parecia aberto, mas Djokovic cedeu sets já nas primeiras rodadas e acabou derrotado por João Fonseca na terceira rodada, mesmo após vencer os dois primeiros sets — visivelmente sem forças nos games finais do quinto.
O alerta também ecoa o que aconteceu na edição passada do torneio. No ano passado, Djokovic chegava jogando em alto nível em Wimbledon, mas um escorregão na partida contra Flavio Cobolli o deixou debilitado para a semifinal, em que foi atropelado por Sinner. A fragilidade física virou um padrão preocupante para um jogador que disputa cada vez menos partidas por temporada.












