Às vésperas do último Grand Slam do ano, os preços de ingressos para o acesso às quadras externas do US Open explodiram no mercado de revenda.
O passe que originalmente custa cerca de US$ 65 já aparece anunciado por até US$ 360, um salto que acende o alerta para quem planeja acompanhar o torneio em Nova York.
O US Open é disputado em Nova York e tradicionalmente atrai grande público, o que amplia o peso do mercado secundário de bilhetes nos Estados Unidos.
Mesmo no valor original, o campeonato já pratica preços mais altos do que os demais Majors para ingressos de acesso geral, aqueles que permitem circular pelo complexo e assistir aos jogos nas quadras externas.
As diferenças chamam atenção quando comparadas aos outros três Grand Slams. Wimbledon cobra cerca de US$ 45 para acesso às quadras externas na primeira semana; Roland Garros, US$ 46,50 no mesmo tipo de ingresso; e o Australian Open, cerca de US$ 34.
A escalada de preços passa por uma combinação de fatores. A procura por eventos ao vivo disparou no pós-pandemia, e competições como o US Open ganharam status de shows de superestrelas.
Em paralelo, os organizadores têm explorado novas frentes de receita. O Estádio Arthur Ashe, principal arena do complexo, está no meio de uma ampla remodelação avaliada em US$ 800 milhões, com reconfiguração focada em ampliar áreas de hospitalidade premium.
O efeito prático é um ambiente de alta demanda que pressiona ainda mais o valor de entrada, especialmente nos sites de revenda, bastante comuns no país.











