Stefanos Tsitsipas vive um dos piores momentos da carreira — e a análise de Jim Courier durante a transmissão do Tennis Channel não amenizou a situação.
O ex-número 1 do mundo fez uma crítica contundente ao jogo do grego enquanto comentava a vitória de Tsitsipas sobre Alexander Bublik por 6/2 e 7/5 pela segunda rodada do Masters 1000 de Madrid, neste sábado.
“Durante tempo demais, as fraquezas do jogo dele persistiram. Seu backhand cruzado é inadequado. Sua devolução de backhand é inadequada,” disse Courier.
“A incapacidade dele em outras superfícies de reconhecer que deveria ficar mais atrás para devolver o segundo serviço e assim poder bater mais forehands é um fracasso. Ele não percebeu que o jogo está passando por ele e que precisa continuar melhorando no que não deveria ser tão difícil de melhorar, do meu ponto de vista.”
As palavras de Courier são duras, mas refletem o que muitos analistas observam há meses. Tsitsipas, que já foi número 3 do mundo e finalista de Roland Garros em 2021, caiu para a 80ª posição do ranking — sua pior colocação em anos. A temporada de 2026 do grego tem um retrospecto de 14 vitórias e 9 derrotas , números incompatíveis com o nível que o manteve no top 10 por cinco temporadas consecutivas.
O paradoxo é que as críticas vieram justamente num dos melhores momentos de Tsitsipas no ano. A vitória sobre Bublik, 8º cabeça de chave, em 73 minutos, foi a primeira vez que o grego venceu duas partidas consecutivas no saibro desde as quartas de final de Barcelona em 2025.
Na estreia em Madrid, Tsitsipas havia precisado de três sets para superar Patrick Kypson, 90º do mundo, numa partida marcada por explosões emocionais — microfones captaram o grego dirigindo insultos ao pai e treinador Apostolos na arquibancada durante o jogo.
O diagnóstico de Courier, no entanto, vai além do resultado de uma partida.
O americano aponta falhas estruturais que Tsitsipas carrega desde o início da carreira e que, em vez de corrigir, deixou cristalizar: o backhand cruzado como única opção defensiva, a devolução frágil de segundo serviço e a insistência em se posicionar dentro da quadra quando o jogo pede recuo. São limitações que adversários cada vez mais jovens e completos exploram com facilidade.











