Jannik Sinner derrotou Casper Ruud por 6/4 e 6/4 na final do Masters 1000 de Roma — completando uma lista de feitos históricos que o colocam definitivamente entre os maiores do esporte.
Com o título jogando em casa, Sinner se tornou o segundo tenista da história a completar o Career Golden Masters — ter vencido todos os nove torneios de Masters 1000 ao menos uma vez. Apenas Novak Djokovic havia conseguido o feito antes.
O italiano precisou de Roma, o único Masters que ainda faltava em sua coleção, para entrar nesse clube de dois membros. E o fez diante de sua torcida, no Foro Itálico, com 50 anos de espera finalmente encerrados: Sinner é o primeiro italiano a vencer o torneio de Roma desde Adriano Panatta, em 1976.
A vitória também estende para 34 o número de vitórias consecutivas de Sinner em torneios de Masters 1000 — recorde absoluto da Era Aberta que ele próprio já detinha desde as quartas de final desta semana, quando ultrapassou Djokovic.
São seis títulos consecutivos na categoria: Xangai (outubro de 2025), Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madrid e agora Roma — sequência sem precedentes na história do tênis. Nenhum jogador, nem Djokovic em 2011 nem Nadal em 2013, havia encadeado mais de quatro.
A final contra Ruud seguiu o padrão do confronto direto. Sinner dominou com consistência do fundo, quebrou o serviço do norueguês no momento certo em cada set e fechou em dois parciais de 6/4 sem nunca parecer em perigo.
O retrospecto entre os dois passou para 5 a 0, com Ruud ainda sem vencer um set contra o italiano em toda a carreira.
A temporada de 2026 de Sinner já pode ser considerada uma das maiores da história do tênis masculino. São 36 vitórias e apenas 2 derrotas no ano, com títulos em Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madrid e Roma — cinco troféus em cinco meses. No saibro, o italiano está invicto: 17 vitórias e 0 derrotas na superfície.
Sinner deixa Roma com mais de 15.000 pontos no ranking — marca que apenas Djokovic e Nadal haviam alcançado — e uma vantagem sobre Carlos Alcaraz, ausente por lesão, que se torna praticamente inalcançável.
O italiano chega a Roland Garros, que começa no próximo sábado, como o favorito absoluto ao título que é o único Grand Slam que falta na sua coleção.











