Alexander Zverev não poupou a organização do Masters 1000 de Roma após a dolorosa derrota para Luciano Darderi nas oitavas de final do torneio.
O número 3 do mundo apontou o dedo diretamente para o estado do saibro da BNP Paribas Arena — a segunda maior quadra do Foro Itálico — e fez uma declaração que repercutiu imediatamente no circuito.
“Para ser honesto, acho que essa é a pior quadra em que já joguei na minha vida. Juvenis, profissional, futures, treinos. Nunca joguei numa quadra com qualidade tão ruim,” disse Zverev na coletiva pós-jogo.
O alemão foi específico ao descrever como a superfície teria influenciado os momentos decisivos da partida. “Eu tenho match point e a bola pula por cima da minha cabeça. Eu tenho break point e a bola rola no chão,” disse, referindo-se aos quatro match points desperdiçados no tiebreak do segundo set — todos salvos por Darderi antes de o italiano fechar em 12/10 e depois aplicar um devastador 6/0 no set decisivo.
Apesar das críticas à quadra, Zverev não se eximiu completamente da responsabilidade pelo resultado. “Eu deveria ter vencido a partida em dois sets. Essa é a história a partir daí.”
Zverev também revelou que esteve doente após o Masters de Madrid e chegou a Roma sem a condição física ideal.
Sobre a eliminação precoce, disse que pode ter um lado positivo. “Talvez seja uma bênção,” disse, indicando que usará as semanas até Roland Garros para se recuperar física e mentalmente.
As reclamações de Zverev se somam a uma onda de críticas às quadras dos Masters 1000 no saibro nesta temporada.
Em Madrid, Flavio Cobolli chamou a Quadra 4 de “pista de hóquei no gelo” e exigiu a presença do supervisor da ATP. Em Roma, Andrey Rublev já havia dito na coletiva pré-torneio que as quadras do Foro Itálico “sempre foram ruins” e estendeu as críticas às quadras exteriores de Roland Garros.











