Jannik Sinner quebrou o recorde de vitórias consecutivas em Masters 1000 nesta quinta-feira, mas saiu da coletiva falando de outro tema: o horário dos jogos.
O número 1 do mundo criticou as sessões noturnas que se estendem até a madrugada no Foro Itálico, num desabafo que teve como pano de fundo a partida entre Luciano Darderi e Rafael Jódar, pelas quartas de final, que terminou em horário avançado.
“Não gosto quando se entra em quadra tão tarde, somos humanos,” disse Sinner. “Depois tem o fuso horário, você vai dormir tarde, depois o tratamento, tem que comer, a coletiva de imprensa. O Darderi vai ter um dia de folga, mas se esforçou muito. Espero que consiga se recuperar da melhor forma possível. Mas quando se entra em quadra tão tarde, é difícil jogar bem tênis. Respeito o público que ficou até tão tarde.”
O tema tem relevância direta para Sinner. Sua semifinal em Roma está programada como o segundo jogo da sessão noturna de sexta-feira, com início previsto apenas para as 19h locais (14h no horário de Brasília).
Se a partida anterior se estender, Sinner pode entrar em quadra às 21h ou mais tarde — cenário que o italiano claramente gostaria de evitar.
A questão das sessões noturnas é um debate recorrente no circuito. Os torneios lucram com os direitos de transmissão do horário nobre, mas os jogadores pagam o preço com o desgaste físico e a recuperação comprometida. No saibro, onde as partidas costumam ser mais longas e o esforço físico é maior, o impacto é ainda mais significativo.












