João Fonseca fez uma avaliação franca da derrota para Hamad Medjedovic na estreia do Masters 1000 de Roma. Em entrevista à ESPN após o revés por 3/6, 6/3 e 7/6 (1), o brasileiro identificou com precisão o momento que mudou a partida — e assumiu a responsabilidade pelo resultado.
O ponto central da autocrítica foi o segundo set, quando Fonseca abriu vantagem e teve cinco break points para ampliar a dianteira, mas não converteu nenhum.
“O ‘se’ não existe, mas se eu fizesse meu saque, ele poderia ficar mais pressionado. É isso que me machuca tanto”, disse o brasileiro. “Eu poderia fazer ele pensar um pouco mais e ter ganhado a partida. Foi um momento em que ele ficou mais solto e cresceu no jogo.”
Fonseca detalhou as oportunidades desperdiçadas. “São oportunidades que não posso perder, ainda mais no momento em que eu estava melhor na partida. Eu tive de fazer meu saque, ele me fez jogar o ponto. Botou duas devoluções bem, depois errei duas direitas”, analisou.
A derrota segue um padrão que tem marcado a temporada do carioca nos momentos decisivos. Em Madrid, contra Rafael Jódar, Fonseca também admitiu que o nervosismo e a atitude em quadra nos pontos de pressão foram determinantes.
Em Roma, o problema foi mais específico — os break points não convertidos no segundo set abriram a porta para Medjedovic reencontrar a confiança e dominar o tiebreak do terceiro set por 7/1, sem dar chance de reação.
Os números confirmam a análise de Fonseca. O brasileiro venceu 88 pontos contra 90 de Medjedovic numa partida decidida por margens mínimas — exatamente o tipo de jogo em que a conversão de break points faz a diferença entre avançar e ir para casa.
O próximo compromisso de Fonseca é o ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha, na semana do dia 17 de maio — o último torneio antes de Roland Garros, que começa no dia 24.











