Rybakina avança em Roma e se aproxima de Sabalenka no ranking 

Elena Rybakina avançou às oitavas de final do WTA 1000 de Roma, derrotando a filipina Alexandra Eala em sets diretos na terceira rodada do Foro Itálico. 

Mais do que a vitória, o resultado tem um peso especial pelo que aconteceu do outro lado da chave: Aryna Sabalenka, número 1 do mundo, foi eliminada na mesma rodada.

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A queda de Sabalenka muda a matemática do ranking. A bielorrussa perde 155 pontos que defendia em Roma e cai para 9.960 na classificação. Rybakina, que soma 8.610 pontos, já reduziu a distância para 1.350. Se a cazaque for campeã no Foro Itálico, chegará a 9.490 pontos — a apenas 470 de Sabalenka — e poderá sonhar em assumir o topo do mundo em Roland Garros, onde a bielorrussa defende pontos de semifinal.

A campanha de Rybakina em Roma tem sido sólida. A cazaque despachou Maria Sakkari por 6/4 e 6/1 em apenas 75 minutos na segunda rodada e depois superou Eala, que vinha de uma campanha surpreendente com vitória sobre a cabeça de chave Wang Xinyu. 

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Desde o início de 2020, apenas Swiatek, Sabalenka e Gauff têm mais vitórias no saibro em nível WTA do que Rybakina (61), o que desmonta a narrativa de que a cazaque é apenas uma jogadora de quadra rápida.

A temporada de Rybakina em 2026 tem sido excepcional. A cazaque conquistou o Australian Open em janeiro — derrotando Sabalenka na final — e somou dois títulos na temporada, incluindo um no saibro em abril. 

Suas únicas derrotas no ano vieram contra Potapova, Mboko, Sabalenka, Muchova e Ruzic — uma lista curta para quase cinco meses de competição.

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A cazaque também ostenta um dado impressionante: 24 vitórias e 2 derrotas em partidas de WTA 1000 em que venceu o primeiro set, e 12 vitórias consecutivas em jogos de abertura nessa categoria de torneio. Os números refletem uma jogadora que, quando assume o controle cedo, raramente deixa escapar.

Para Sabalenka, a eliminação precoce em Roma abre uma janela de vulnerabilidade que Rybakina pode explorar. A bielorrussa, que acumulou 82 semanas consecutivas como número 1, arrisca ver seu reinado ameaçado justamente em Roland Garros — Grand Slam que nunca venceu e onde terá pressão máxima para somar pontos. 

Rybakina, por sua vez, pode chegar a Paris como candidata não apenas ao título, mas ao topo do ranking pela primeira vez na carreira.



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